A prática vem da aviação, onde funciona razoavelmente bem, e costuma funcionar mal em saúde. O motivo é o tamanho do prejuízo quando a aposta falha: numa companhia aérea, um passageiro sem assento é remanejado para o voo seguinte e recebe uma compensação. Numa clínica, um paciente a mais no mesmo horário significa espera prolongada, consulta apressada e, com frequência, avaliação pública negativa — num setor em que a reputação é o principal canal de aquisição de novos pacientes.
Há ainda um problema de lógica. O overbooking não reduz a falta: ele aposta que ela vai acontecer. Trata o sintoma sem tocar na causa, e nos dias em que todo mundo comparece o custo aparece inteiro e de uma vez — para o paciente, que espera, e para a clínica, que colhe a reclamação.
Exemplo prático
| Premissa | 20% de faltas, 10 horários no turno, 12 marcados apostando na média. |
| Cálculo | Se comparecerem 11 em vez de 8, sobram 1 a 2 pacientes sem horário |
| Resultado | Espera de 30 a 60 minutos e risco real de avaliação negativa |
Números ilustrativos, com a premissa declarada acima. Não são médias de mercado apuradas nem projeção de resultado.
Por que isso importa numa clínica
Confirmação ativa mais lista de espera resolve o mesmo problema sem transferir o custo para o paciente. Overbooking é o atalho que sai caro em reputação.
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